Uniube cuidará da administração do Hospital Regional

31 de julho de 17
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Em modelo de gestão compartilhada entre a Universidade de Uberaba (Uniube) e a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), o Hospital Regional deve começar a funcionar no fim de agosto. A Uniube vai operar a parte técnico-administrativa do Hospital Regional e a UFTM, por meio da Funepu, será responsável pelo corpo clínico do estabelecimento. As duas instituições fazem parte do conselho gestor do HR, instituído oficialmente na sexta-feira (28).


O colegiado é composto também por representantes do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), do Hospital de Clínicas da UFTM, do Conselho Municipal de Saúde, da Superintendência Regional de Saúde, do Colegiado das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e da Prefeitura.


O reitor da Uniube, Marcelo Palmério destacou que a abertura do Hospital Regional é um ato inédito de criação de uma gestão pública com interesses paritários, para a boa qualidade dos serviços. “É um modelo de colaboração inédito, de uma gestão que não seja teórica, mas de pessoas que tenham interesse em melhorar a saúde pública de Uberaba e região”, afirmou.


Mais de 300 profissionais devem ser contratados para a entrada em operação da primeira etapa do Hospital Regional. Ainda de acordo com Marcelo Palmério, a universidade e a Funepu farão todos os esforços para preparar a equipe dentro do cronograma previsto para a abertura do HR em agosto. O Reitor explicou que a Funepu ficará responsável especificamente pela contratação dos médicos e a Uniube coordenará o recrutamento dos demais profissionais da área técnica, operacional e administrativa do hospital. “O prefeito falou que quer inaugurar no fim de agosto. Temos que correr contra o tempo, mas vamos dar conta”, ressaltou Palmério.


O secretário de Saúde Iraci Neto explicou sobre o empenho de toda a equipe para concretizar o modelo de gestão do hospital, que atendesse à demanda de Uberaba e do Triângulo Sul, compatível com os responsáveis pelo financiamento dessa estrutura (Governo Federal, Estado e Municípios). “Este modelo nos dá esperança de gerir o Hospital Regional com conhecimento e capacidade de gestão. É um modelo inovador, pois não temos nada parecido no Brasil, principalmente com o know-how de duas universidades”, disse.


O governo federal já garantiu aporte de R$ 3 milhões para a primeira fase do Hospital Regional. O Estado já fez o compromisso de custeio, aguardando apenas a liberação do alvará para a deliberação do recurso e, com os municípios, será discutido até dezembro como será o repasse, dentro dos 25% de custeio. A população de 27 municípios do Triângulo Sul será beneficiada com o HR que atenderá média complexidade.


A reitora da UFTM, Ana Lúcia de Assis Simões, também comentou o modelo de gestão compartilhada: “nossa participação é pensando em construir um modelo técnico assistencial, digno para a população, com possibilidade de inserção de estudantes, modelos de integração com a Uniube, de maneira que possamos formar profissionais com o espírito que precisamos: acolhedor, respeitoso, para que saiam com a competência para o enfrentamento das diversas situações de saúde”.


O prefeito Paulo Piau considera ser a composição do Conselho Gestor de altíssima qualidade, com capacidade de definir as diretrizes para os operadores (Funepu e Hospital Universitário Mário Palmério). “Estamos inovando em Uberaba. É mais um exemplo que damos para o Brasil, com referência no atendimento de qualidade e humanizado”.


Piau ainda considera de grande importância a liberação das vagas atualmente utilizadas por pacientes de média complexidade no Hospital das Clínicas e no MPHU, já que com os novos leitos do Hospital Regional, os outros dois poderão atender a especificidade de alta complexidade. 


O vereador e professor da Uniube, Alan Carlos, disse que o Legislativo apoia a parceria das duas universidades com a prefeitura, na gestão do novo hospital, e destacou que a população e os profissionais em formação sairão ganhando. "Essa parceria possibilitará aos jovens que estão na linha de frente da formação acadêmica, uma qualificação especial. Esse é um passo importante de unidade para o enfrentamento das questões da saúde", completou Alan Carlos.