Protagonismo de enfermeiros cresce durante a pandemia da Covid-19

13 de maio de 21
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Busca pela profissão cresceu mais de 800% em relação ao ano passado. 


Em 1860, era fundada em Londres a primeira escola de Enfermagem do mundo, baseada nos preceitos daquela que foi a fundadora da Enfermagem Moderna, Florence Nightingale. Desde então, a Enfermagem tornou-se a profissão cuja a essência e especificidade mostram o cuidado ao ser humano na sua integralidade, baseado na arte, ciência, compaixão e pela ética profissional. Na Universidade de Uberaba (Uniube), não é diferente. O curso, que existe desde os anos 2000, já formou mais de 1000 profissionais que atuam com liderança, gestão e responsabilidade no mercado de trabalho. Com a chegada da pandemia, os desafios da Enfermagem cresceram e a busca pela profissão, também. 


Para a coordenadora do Curso de Enfermagem, a professora doutora Carolina Beatriz Cunha Prado, o cuidado prestado pelos profissionais da área conta com um misto de sentimentos genuínos, que vão desde o zelo, atenção, solidariedade e amor, aliados ao conhecimento científico, até a sensibilidade e a capacidade de observação.


"O chamado 'Cuidado de Enfermagem' deriva de sentimentos que são próprios do ser humano, ou seja, embora a profissão Enfermagem seja relativamente jovem, tendo seu início no final do século XIX, a Enfermagem, enquanto ação - cuidar das pessoas -, é tão antiga quanto a humanidade. O foco da Enfermagem não está na cura das doenças, e sim nas respostas humanas, nas necessidades biopsicoespirituais e sociais daqueles que recebem o cuidado", compartilha Carolina.


Desde o início da pandemia, a atuação do enfermeiro passou a ir além do cuidado direto ao paciente, família ou comunidade. Segundo a coordenadora do Curso, o "cuidado do enfermeiro" foi o que tornou a profissão essencial, resultando no protagonismo frente à pandemia.


"Os enfermeiros estão ao lado das pessoas desde a concepção até depois da morte. É exatamente por isso que a Enfermagem está presente em todos os serviços de saúde, tanto de alta como de baixa complexidade, com profissionais que possuem perfis de liderança e gestão. Todas as características supracitadas reforçam a fala de que, além do protagonismo da Enfermagem durante a pandemia, esta continuará forte e essencial no período pós-pandemia, com o trabalho voltado à recuperação da saúde daqueles que foram contaminados, com a promoção da saúde física e mental nesses períodos de incerteza e estresse. Isso é o que torna a Enfermagem essencial à saúde e traduz o seu protagonismo diante da pandemia de Covid-19, até então, uma doença de cura desconhecida", analisa a professora doutora.


De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), enfermeiros e enfermeiras representam a maior força de trabalho em saúde, respondendo por mais de 50% dos profissionais da área.  Um mapeamento levantado pelo LinkedIn no início deste ano mostrou que com as demandas decorrentes da pandemia da Covid-19, houve um aumento na demanda de profissionais para diversas áreas da saúde e da tecnologia. Na saúde, a contratação de enfermeiros de terapia intensiva, por exemplo, registrou uma taxa de crescimento recorde de 820% em comparação com o ano anterior. Segundo a pesquisa, a profissão integra o topo da lista de empregos mais procurados em 2021, ao lado do enfermeiro de saúde pública, enfermeiro de pronto-socorro, clínico geral, fisioterapeuta, farmacêutico, médico e especialista clínico.


Conforme explica a coordenadora do Curso de Enfermagem, a Uniube busca formar profissionais que estejam preparados para todas as linhas e áreas de atuação, com professores que fortalecem a habilidade de gerir conflitos desde os primeiros períodos da faculdade. "O fato de nossos alunos estarem em atividades e aulas práticas em campo desde as etapas iniciais até a formatura faz com eles despertem para a importância de nosso sistema de saúde e que consigam vivenciar como as políticas públicas de saúde de nosso país influenciam a qualidade de vida da população e o que pode ser feito para que elas funcionem na prática", explica.


Para Carolina, neste Dia do Enfermeiro, comemorado em 12 de maio, fica o orgulho dos profissionais formados pelo curso e que brilham frente à pandemia e por trás dela. "Formamos Enfermeiros líderes, defensores do SUS e conhecedores das melhores ferramentas disponíveis para realizarem uma gestão eficiente, o que os torna capazes de modificar o meio onde trabalham e implementar mudanças em prol da melhoria da qualidade de vida da população, princípio fundamental de nossa profissão", finaliza.