Palestra da Uniube discute a aplicação e os desafios do uso de impressões 3D na construção civil

19 de maio de 21
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Texto por Prelo Comunicação

O curso de Engenharia Civil da Uniube Uberlândia promoverá no próximo dia 21 a palestra "O Uso de Impressões 3D na Construção Civil", ministrada pelo professor Tarcísio Marques da Silva. O encontro é aberto para a comunidades acadêmica e para o público em geral com acesso on-line na plataforma Google Meet e será realizado às 18 horas. 


A impressão 3D tem sido um termo muito popular na última década - e por um bom motivo. Embora inicialmente desenvolvida para fins de prototipagem de produto, a tecnologia de impressão 3D avançou a ponto de se tornar uma peça-chave em uma variedade de setores, tais como médico e aeroespacial. Agora, a tecnologia se vale para um novo campo, a construção civil. Com as impressoras 3D capazes de imprimir paredes de edifícios e processar cimento, a tecnologia pode ajudar a remodelar a construção como a conhecemos. 


No evento, o professor Tarcísio Silva vai mostrar como está o cenário atual, os benefícios e os desafios, demonstrando exemplos de aplicação da tecnologia em alguns países. "Uma empresa norte-americana já tem uma produção em maior escala com edificações de até 640 m² em dois pavimentos. Na China, a empresa Win Sun produziu boxes com 10 m² e uma altura de 2,8m para apoio aos médicos chineses envolvidos no tratamento de pacientes com covid-19. Também produziu em 2016 um prédio de escritórios com térreo e mais 4 pavimentos utilizando tal tecnologia. Nesse caso, foram impressos os componentes da edificação para posterior encaixe e montagem até se chegar ao edifício acabado", exemplifica. 


No Brasil, até o momento, duas startups empregam a técnica: a Inova 3D e a 3D Home Construction, que já produziram alguns protótipos de edificações e componentes. Silva avalia que, apesar da história de superação de adversidades que estas empresas passaram, existe ainda a necessidade de investimentos para o ganho de escala na produção tanto das impressoras quanto das edificações. Ou seja, investimento e regulação para a tecnologia ganhar o mercado. 


Apesar dos benefícios e do potencial que a impressão 3D tem no setor de construção, há uma série de fatores que podem impedir que a tecnologia se torne dominante. De acordo com o professor Silva, a impressão 3D avança juntamente com os avanços da robotização. Se há um bom tempo a produção de veículo é, em grande parte, robotizada, hoje esta automação começa a ser incorporada na construção civil. 


Outra preocupação está na pesquisa de materiais adequados para o uso da impressora 3D. Mesmo que se utilize o concreto, as suas características químicas não seriam idênticas às utilizadas tradicionalmente nos canteiros de obras. "No caso da impressora, o concreto precisa ter certa fluidez para ser extrudado pelo bocal desta impressora, mas também adquirir resistência para não sucumbir sobre si mesmo enquanto é lançado, camada após camada, para produzir uma parede por exemplo", explica. 


Por fim, Silva alerta que já seria importante pensar em normas técnicas e um arcabouço legal que dê segurança aos produtores e compradores das edificações produzidas com tal tecnologia, definindo a vida útil da edificação, sua resistência, seu conforto térmico e acústico. 


 Serviço: 


O quê: Palestra:  O Uso de Impressões 3D na Construção Civil 


Quando: Sexta-feira, 21 de maio às 18h 


Onde: Plataforma Google Meet 


meet.google.com/mas-rgjc-fqf 


Aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral.