Palestra conscientiza graduandos sobre a Anemia Falciforme

22 de março de 17
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Em prol do Dia Estadual da Conscientização da Síndrome da Anemia Falciforme, comemorado na última segunda-feira (20), a coordenadora da Extensão da Universidade de Uberaba (Uniube), professora Maria Theresa Laguna, ministrou uma palestra sobre a doença. O objetivo foi divulgar informações e conscientizar as pessoas sobre a anemia falciforme.


Estiveram presentes os participantes do projeto de extensão Amizade Compatível e os representantes da Associação Regional dos Falcêmicos (ARFA) de Uberaba. “Também aproveitamos para fazer uma conscientização sobre a doação de sangue e medula óssea, porque um dos tratamentos que se faz para a anemia falciforme é a através de transfusão de sangue e a cura é o transplante de medula. Então, tem tudo a ver com nosso projeto Amizade Compatível”, explicou a coordenadora.


A doença falciforme é hereditária e se caracteriza pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue. Os sintomas incluem, principalmente, crises dolorosas nos ossos e articulações, associadas geralmente ao clima, infecções, desidratação, gravidez e problemas emocionais.


Maria Conceição Vilela, uma das representantes da ARFA no evento, relatou sobre a convivência com a Anemia Falciforme. “É uma jornada constante de alterações em nossa vida, no mesmo momento em que estamos bem, somos surpreendidos por crises dolorosas, infecções de repetição, e vários outros agravos que muitas vezes nos colocam em risco de vida. Com todas essas consequências, nem sempre nossa rotina segue como gostaríamos, nos levando a internações e a tratamentos contínuos​. Temos dificuldade de conseguir nos manter em um emprego devido às intercorrências”, relatou Maria Conceição.


Para a professora Maria Theresa, a conscientização sobre a doença é de extrema importância tanto para os alunos da saúde, como para quem precisa de tratamento. Existem dados estatísticos de que, apesar das pessoas conhecerem a anemia falciforme, o número de óbitos não está mudando, 65% das pessoas que têm a anemia falciforme morrem nos primeiros cinco anos. “Se a gente conseguir conscientizar os alunos, futuros profissionais de saúde, da existência dessa doença e saber como se trabalha com ela, com certeza o paciente terá melhora”.