No Dia do Trabalhador, profissionais contam sobre a rotina de home office

01 de maio de 20
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A pandemia do novo Coronavírus pegou os trabalhadores de surpresa. O isolamento social exigiu dos profissionais readequações nas formas de trabalho, como o home office, por exemplo. Por isso, o Dia do Trabalhador, comemorado nesta sexta-feira (1º), tem um contexto inédito e traz reflexões sobre os novos jeitos de manter os compromissos sem sair de casa.


A rotina de ir para o trabalho e ter intervalos definidos foi substituída pela ocupação de espaços domésticos para o desempenho das atividades. “Nós estamos em uma realidade de trabalhar em casa, com uma estrutura que nem sempre é aquela preparada para essa atividade. Por isso, percebemos a dificuldade em conseguir encaixar o trabalho naquele ambiente, que é familiar, então, é necessária a adequação de uma estrutura física para enfrentar esta situação”, explica a coordenadora do MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, a psicóloga Luciene Villa Maia.


Segundo ela, as pessoas precisam se preparar para esta nova realidade. “Eu vou usar uma frase que eu sempre falo para os meus alunos: ‘aquele mundo que nós tínhamos, até dia 16 março, não volta mais’. Esta pandemia mexeu com inúmeras questões do ser humano. E aquele que está esperando um retorno, é bom já se antecipar e acelerar o processo de mudança, flexibilizar a maneira como está vendo todas estas necessidades de ferramentas, qualificação, para que  possa viver e ter sucesso neste novo mundo. Nós precisamos estar muito atentos a este desenvolvimento, a esta qualificação, ao uso de novas ferramentas e à abertura da mente para algo mais inovador”, diz.


Este é o caso do analista de sistemas da Uniube, Mauro Farnezi de Oliveira. Ele trabalha na Universidade há 20 anos e, agora, se adapta à nova realidade do trabalho home office. “Vejo nossa empresa disponibilizando recursos para que os objetivos sejam alcançados e para que os prejuízos sejam amenizados, tanto na área acadêmica, quanto administrativa. Neste momento, nós que temos a responsabilidade de manter o ‘barco’ navegando temos de ser proativos e termos em mente que ‘tudo passa’ se temos fé e determinação”, acredita.


Para o coordenador dos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia de Produção da Uniube Uberlândia, professor Fabrício Pelizer, a maior dificuldade profissional neste período é justamente o fato de ninguém estar preparado para tais mudanças. “De repente tudo muda e, além do cuidado com a saúde, ainda é preciso controlar o emocional, reconstruir a rotina e reorientar os projetos. É preciso se adaptar, pensar com cautela e priorizar ações de curto prazo. É assim que tento me adaptar todos os dias: uma coisa de cada vez”, conta.


O professor se adaptou aos poucos, até encontrar um ‘cantinho’ no quarto que antes era destinado apenas aos estudos. No local, ele consegue se concentrar e atender virtualmente os alunos. Quando o assunto é digital, as inovações são sempre bem-vindas. “Dei um ‘up’ na internet e uso bastante o ‘touch’ da tela do notebook para descrever as expressões matemáticas. Gosto muito de usar jogos com os alunos na parte final da aula, com intuito de aproximá-los ainda mais e aguçar a atenção deles. Também as rodadas de cases¸ exercícios colaborativos e seminários, com compartilhamento de telas na aula remota, têm dado muito certo. Auxiliam, inclusive, nas turmas iniciais, com as quais tivemos pouco contato desde o início do semestre, a quebrar a inibição e deixar que o aluno mais tímido se expresse e tenha vez e voz na aula”, complementa Fabrício.


A revisão no modelo de trabalho para que se cumprisse a preservação da distância e a não aglomeração entre as pessoas foi um desafio também para as organizações e empresas. “A Sociedade Educacional Uberabense, mantenedora da Uniube, e os respectivos gestores de áreas estão se adaptando a esta nova exigência de mercado, oferecendo o apoio necessário para os colaboradores trabalharem da melhor forma possível. As decisões para este momento estão sendo tomadas e repensadas nas estratégias emergenciais, objetivas, pautadas na preservação dos empregos, principalmente pensando na importância da comunicação em tempo real, preocupação com os aspectos sociais e emocionais alinhados à tecnologia de suporte para o desenvolvimento do trabalho de cada área”, afirma a supervisora de Recursos Humanos e professora da Uniube, Rose Zaparoli.


Docentes da Universidade foram capacitados para a utilização de ferramentas, como: Google Meet, Skype, Palavra do Professor, lives, entre outras tecnologias. “E, para refletirmos sobre a importância do trabalho, é essencial que as lideranças não só apoiem os liderados, mas também que acolham e entendam as necessidades de cada processo, para que, juntamente com as equipes, possam proporcionar um ambiente de apoio, alinhamento de ações, credibilidade, positividade, reconhecimento, união e sentimento de contribuição para a instituição e comunidade acadêmica”, acrescenta Zaparoli.


Para a supervisora esta fase vai passar e o importante é que todos estejam juntos. “O empenho das pessoas, a dedicação e a disponibilidade dos colegas de trabalho em relação à ajuda mútua têm sido grandes diferenciais para que o propósito de trabalho seja cumprido por cada um. Acreditamos que estamos em um momento de grandes transformações, aprendizados, desenvolvimento profissional e pessoal”, finaliza.