No Dia do Enfermeiro, profissionais descrevem características da área e desafios relacionados à pandemia da Covid-19

12 de maio de 20
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Perfil de liderança, comprometimento com as políticas públicas de saúde e conhecimento científico. Essas, são, segundo a coordenadora do curso de Enfermagem da Uniube, Carolina Prado, as três principais frentes exigidas no Brasil e no mundo para que o profissional de Enfermagem possa promover uma ótima qualidade assistencial em saúde. Para esta terça-feira (12), Dia do Enfermeiro, as características necessárias em um bom profissional da área são ainda mais amplas diante da pandemia do novo Coronavírus.


“Ficou evidente o quanto precisamos de enfermeiros, em número e em capacidade, para que possamos oferecer saúde de qualidade a toda a população mundial. A Enfermagem se tornou protagonista na guerra contra a Covid-19, pois o foco de nossa profissão não é curar, e sim cuidar do paciente de acordo com as necessidades individuais dele. É possível cuidar sem que haja perspectiva de cura, porém não há cura sem cuidado, isso torna a Enfermagem essencial. Sem Enfermagem, não há saúde”, enaltece a coordenadora.


Essa missão foi o que levou o supervisor de Enfermagem do Mário Palmério Hospital Universitário, Italo Gonçalves de Souza, a ingressar na área. “A profissão representa muito para mim. Além da possibilidade de ajudar o próximo, assistir alguém em situação de sofrimento me fez evoluir como pessoa e profissional”, conta.


Para o supervisor, o maior desafio é mostrar à população a importância da profissão. “Quando digo isso, não me refiro apenas à remuneração, mas também ao reconhecimento da classe como essencial na área de saúde. Outra barreira é conseguir estender a profissão para novas possibilidades, por exemplo, o empreendedorismo em saúde”.


A situação atual de pandemia do novo Coronavírus também se tornou um desafio para os profissionais da área. “É o medo de contaminar nossa família, nossos amigos e colegas de profissão associado com a gratidão de estar minimizando no que for possível o sofrimento da população. Toda esta situação tem servido também como engrandecimento profissional. Estamos sendo ‘obrigados’ a nós reciclar para atender da forma mais correta e segura possível esses pacientes”, continua Italo.


 Ano Internacional da Enfermagem


A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu 2020 como o Ano Internacional da Enfermagem. A comemoração marca os 200 anos da fundadora da Enfermagem, enquanto profissão e ciência, Florence Nightingale, nascida em 1820. “Em fevereiro de 2018, a OMS, juntamente com o Conselho Internacional de Enfermeiros (CIE), lançou a Campanha Nursing Now no Reino Unido e para todos os países participantes da ONU”, conta a coordenadora Carolina.


A campanha foi lançada no Brasil em abril de 2019 e teve o objetivo de fomentar a valorização e autonomia da Enfermagem. “A campanha também visa investir no fortalecimento da educação e desenvolvimento dos profissionais com foco na liderança, na busca de melhorias nas condições de trabalho e na disseminação de práticas efetivas e inovadoras de Enfermagem com base em evidências científicas, em âmbito nacional e regional”, continua.


Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) mostram que enfermeiros e enfermeiras representam a maior força de trabalho em saúde, respondendo por mais de 50% dos profissionais da área. “Apesar disso, a falta desses profissionais na maioria dos países da região das Américas compromete a meta global de alcançar saúde para todos até 2030.Estima-se que, para alcançar esse objetivo, especialmente neste momento de pandemia, faltam cerca de 6 milhões de enfermeiros no mundo”, ressalta a coordenadora.


Enfermagem Uniube


A graduação em Enfermagem da Uniube atua alinhada com os objetivos da OMS, com o foco em formar profissionais enfermeiros com perfil de liderança e gestão muito forte. “Desde os primeiros períodos, buscamos fortalecer em nossos alunos habilidades como liderança, comunicação e gestão de conflitos, além do incentivo ao consumo de pesquisa e o esclarecimento da importância da Prática Baseada em Evidências”, complementa a professora Carolina.


Os alunos contam com contato prático desde as etapas iniciais do curso. “Nos estágios curriculares supervisionados do último ano da graduação, que juntos somam 1020h, os alunos vivenciam o que é ser enfermeiro, desafios e possibilidades da carreira e identificam fragilidades e potencialidades em sua personalidade profissional, tornando-se maduros e reflexivos sobre sua capacidade de atuação”.


Essa prática desperta neles o entendimento das políticas públicas de saúde do país. “Formamos enfermeiros líderes, defensores do SUS e conhecedores das melhores ferramentas disponíveis para realizarem uma gestão eficiente, o que os torna capazes de modificar o meio onde trabalham e implementar mudanças em prol da melhoria de vida da população, princípio fundamental de nossa profissão”, finaliza.