Livro de professor do Direito ganha nova edição

17 de agosto de 17
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O professor André Del Negri, do curso de Direito da Universidade de Uberaba (Uniube), acaba de lançar a terceira edição do livro “Direito Constitucional e Teoria da Constituição”. A nova versão é assinada pela Editora D’Plácido e contém 800 páginas.


Segundo o professor, este livro traz uma reflexão sobre o sentido da democracia no Brasil e o respeito aos direitos fundamentais. “São capítulos que ressaltam a busca de esclarecimentos no âmbito de proteção dos Direitos Humanos, retratando problemas políticos e de interpretação da Constituição. O livro constitui esforço de examinar o sistema jurídico brasileiro pelo ângulo das inconstitucionalidades e fornecer aos que atuam no campo procedimental do cotidiano forense, uma dimensão de conhecimento crítico. Uma base de apoio para salas de aula e necessário à atuação de qualquer profissional do Direito”, explica Del Negri.


Parte da pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a outra no Programa de Pós-graduação da Pontifica Universidade Católica (PUC). “Aprendi, com grandes professores, o senso crítico e irônico; a repetição de velhas ideias, bem pouco. O livro está marcado por isso: a implosão de “velhas formas”. Eu realmente me engajei nisso. Lendo-o, você descobrirá várias desconstruções a institutos jurídicos e instituições públicas. Reflexões da arena política, cortes que conhecem a vulnerabilidade do Judiciário, Executivo e Legislativo, o desmantelamento de estruturas ilegítimas e o aumento dos teores de dignidade humana; o funcionamento mais eficiente da democracia e a distância de elementos totalitários”, complementa.  


O professor ainda comenta que a publicação de livros em seu nome, em geral, não é planejada, ela se desenrola no decorrer de pesquisas. “Nunca me sentei e disse: vou escrever um livro sobre determinado assunto. Os temas (objetos de pesquisa) vêm para mim com as leituras incessantes e a necessidade de promover deslocamentos, visando a algum esclarecimento”, destaca


Para finalizar, fala sobre a visão que tem das literaturas jurídicas dos dias atuais: “Está se publicando muito na área jurídica no Brasil. Bom, por um lado; e mau por outro. Mau porque está se publicando sem senso crítico. Tem-se, muitas vezes, obras com um traço de simplificação lastimável. Tudo se comprime numa visão dogmática, um escândalo. Há exceções, é claro. Insisto em dizer que é possível despertar essa geração de jovens estudantes. É necessário que a juventude rejuvenesça. Certamente [a juventude] não poderá ser a mesma em pouco tempo. Não dá mais para escolher o caminho fácil do desespero. Lição óbvia para o futuro”.