Lançamento de biografia autorizada de Djalma Santos acontece no próximo sábado

05 de março de 20
1 / 1

A Editora Bertolucci e a Universidade de Uberaba realizam, neste sábado, o lançamento do livro “Djalma Santos: biografia autorizada”, de autoria do secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Cultura de Sacramento e membro da 39ª cadeira da Academia de Letras do Triângulo Mineiro (ALTM), Carlos Alberto Cerchi. O evento conta com a parceria da Academia, da Prefeitura Municipal de Uberaba e da Impacto Design e Comunicação. O lançamento acontece às 19h, no anfiteatro Cecília Palmério, do Campus Centro da Uniube.


Djalma Santos, batizado Dejalma dos Santos, foi um jogador de futebol e treinador brasileiro, eleito pela FIFA como o maior lateral-direito de todos os tempos. Ídolo no Palmeiras, teve participação em 110 jogos oficiais da Seleção Brasileira e em quatro copas do mundo. Foi o único jogador a fazer parte da seleção da FIFA, em um amistoso em Wembley, e é reconhecido até hoje pelo futebol sério e habilidoso que propôs, conferido pelo troféu Belfort Duarte, por nunca ter sido expulso de campo.


E foi por essa trajetória histórica e memorável que o escritor Carlos Alberto Cerchi recebeu com grande surpresa o convite para ser o autor da biografia do craque. “Eu era presidente da câmara de Sacramento e já tinha várias publicações de história regional. Ciente do meu trabalho, o assessor de Djalma, Luciano Soares, me informou sobre esse desafio. Ele poderia ter escolhido um biógrafo já consagrado. Sou um escritor do interior, fiquei surpreso com a escolha”, conta o escritor.


A participação na produção, que durou 10 anos, foi gratificante segundo Carlos. “Comecei as pesquisas em 2009, foi ótima a experiência, um trabalho de entrevistas com o jogador e consultas bibliográficas em revistas e livros da época”, continua Carlos.


A construção do material teve grande contribuição da esposa de Djalma, Esmeralda Santos, e do jornalista Luiz Alberto Molinar. “Ainda hospitalizado, Djalma leu o meu trabalho e sugeriu algumas alterações. Acatei todas e, até mesmo, refiz alguns capítulos. O livro possui material fotográfico da coleção pessoal de Djalma e 220 páginas de uma grande história”, conclui.


Djalma Santos faleceu aos 84 anos, em 23 de julho de 2013, em Uberaba (MG), cidade em que viveu por mais de 20 anos. Confira um trecho do livro com o depoimento do jogador.


“Em 1958, os jogadores tiveram tudo o que precisavam para ganhar e deram a resposta. O Brasil estava com dois dirigentes ótimos, o Paulo Machado de Carvalho e o Carlos Nascimento. Havia uma boa preparação física e o Feola era um bom técnico. Ele preferiu colocar o De Sordi como titular. Ele era técnico do Sordi como titular no São Paulo e acreditava muito nele. Muita gente dizia que existia racismo na Seleção e que por isso eu era reserva, mas não vi nada disso. Acho uma injustiça com o De Sordi, que era bom jogador.


 Aquela Seleção era como uma família, todos se ajudavam. O De Sordi teve uma contusão e ele não poderia ir para o jogo. Foi a minha vez de entrar. Eu estava muito bem preparado. Nunca desanimei, treinei duro e estava pronto para jogar. Tinha visto o Skoglund, ponta-esquerda da Suécia, jogar e sabia como marcar. Ficava a um metro e meio, dois metros dele, para não dar jeito de levar o drible da vaca. Se ele jogava, eu interceptava. Se recebia de costas, eu me aproximava e desarmava. Joguei muito bem e fui eleito o melhor lateral da Copa”.