Janeiro Roxo reforça importância do diagnóstico precoce da hanseníase, alerta dermatologista | Acontece na Uniube

Janeiro Roxo reforça importância do diagnóstico precoce da hanseníase, alerta dermatologista

23 de janeiro de 26
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Raíssa Nascimento


Durante o mês de janeiro, a campanha Janeiro Roxo chama a atenção para a hanseníase, uma doença que tem tratamento e cura, mas que ainda é cercada por desinformação e preconceito. A iniciativa busca ampliar o debate, orientar a população e incentivar o diagnóstico precoce, fundamental para evitar sequelas. 


Segundo a professora da Uniube e dermatologista, Milena Amui, a campanha existe desde 2016 e tem como principal objetivo conscientizar profissionais da saúde, pacientes e a sociedade sobre os sinais e sintomas da doença. "O Janeiro Roxo tem um papel essencial ao alertar quando suspeitar da hanseníase e buscar atendimento. O diagnóstico precoce é o que garante a redução de sequelas e complicações", explica.


 A médica destaca que a hanseníase ainda é considerada um problema de saúde pública no Brasil. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos, sendo uma das nações mais endêmicas. Quando não tratada, a doença pode provocar deformidades físicas e incapacidades permanentes.


Entre os principais sintomas, Milena Amui chama atenção para o surgimento de manchas na pele, que podem ser claras, avermelhadas ou acastanhadas, geralmente acompanhadas de perda de sensibilidade ao calor, dor ou tato. Como a doença também afeta os nervos periféricos, podem ocorrer formigamento, dormência ou sensação de choque nos braços e pernas. Em alguns casos, há ainda aparecimento de nódulos e queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas. 


A transmissão acontece pelas vias aéreas superiores, quando uma pessoa doente e sem tratamento elimina a bactéria no ar. No entanto, nem todos os indivíduos expostos desenvolvem a doença, pois existe influência da predisposição genética. "A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito, disponibilizado pelo SUS. O mais importante é procurar atendimento médico ao perceber qualquer sinal suspeito e seguir corretamente o tratamento", reforça a dermatologista.


 Para combater o preconceito, Milena destaca que a principal mensagem da campanha é a informação. "A hanseníase ainda é vista como um tabu. Só destruímos preconceitos com conceitos. Hoje é uma doença que tem cura e, quando diagnosticada precocemente, evita deformidades e incapacidades", afirma. 


A especialista ressalta ainda que a conscientização não deve se limitar ao mês de janeiro. "Espero que essa campanha impacte as pessoas e leve a lembrança da hanseníase ao longo de todo o ano, não apenas no Janeiro Roxo", finaliza.