Imposto de Renda 2026: especialista explica regras e principais dúvidas sobre o tema | Acontece na Uniube

Imposto de Renda 2026: especialista explica regras e principais dúvidas sobre o tema

01 de abril de 26
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O prazo para a declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, já começou e segue até o dia 29 de maio. A entrega é obrigatória para os contribuintes que se enquadram nos critérios estabelecidos pela Receita Federal, como rendimentos tributáveis acima do limite definido, posse de bens e direitos acima do valor estipulado, realização de operações na bolsa de valores e recebimento de rendimentos isentos ou não tributáveis acima do teto. 


Para esclarecer dúvidas sobre regras, prazos, deduções e possíveis mudanças na legislação, a gestora do curso de Gestão da Uniube, Alcione Bononi, participou de uma entrevista em formato pingue-pongue, na qual destacou os principais pontos de atenção e orientou sobre como evitar erros e garantir uma declaração correta. 


O que é o Imposto de Renda e qual a importância dele? 


Alcione Bononi: O Imposto de Renda é um tributo federal que incide sobre a renda e os ganhos dos contribuintes. Ele é fundamental porque financia políticas públicas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. Além disso, também tem um papel importante na redistribuição de renda. 


Quais os critérios para declaração e quem deve declarar? 


Alcione Bononi: De modo geral, deve declarar quem ultrapassou o limite de rendimentos tributáveis definido pela Receita Federal no ano-base, quem teve rendimentos isentos acima de determinado valor, quem realizou operações em bolsa de valores ou quem possuía bens acima de um certo limite. Esses critérios são atualizados anualmente, por isso é importante sempre conferir as regras vigentes. 


A isenção para quem ganha até R$5.000 já está válida? 


Alcione Bononi: Não. Essa proposta ainda não está em vigor. Atualmente, continua valendo a tabela progressiva vigente, com faixa de isenção menor. Qualquer mudança depende de aprovação legal e regulamentação. 


Quais rendimentos precisam ser obrigatoriamente declarados? 


Alcione Bononi: Devem ser informados rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias e aluguéis; rendimentos isentos, como poupança e FGTS; além de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva, como aplicações financeiras. A declaração deve refletir toda a movimentação financeira e relevante do contribuinte. 


Quem teve renda baixa ou ficou desempregado precisa declarar? 


Alcione Bononi: Nem sempre. Se a pessoa não atingiu os limites mínimos estabelecidos pela Receita, não está obrigada. No entanto, em alguns casos, pode ser interessante declarar, por exemplo, para obter restituição de imposto retido na fonte. 


Como saber se vale mais a pena a declaração simplificada ou completa? 


Alcione Bononi: A escolha depende das despesas dedutíveis. A declaração simplificada aplica um desconto padrão, enquanto a completa permite deduzir despesas como saúde, educação e dependentes. Recomendo simular as duas opções no sistema e escolher a mais vantajosa. 


Quais são o s principais pontos de atenção este ano? 


Alcione Bononi: Destaco principalmente a conferência dos informes de rendimentos, a atenção para evitar omissão de receitas, a correta declaração de investimentos e bens, além do cuidado com despesas médicas, que costumam ser foco de fiscalização. 


Quais despesas podem ser deduzidas? 


Alcione Bononi: Podem ser deduzidas despesas com educação (dentro do limite legal), saúde (sem limite, desde que comprovadas), dependentes, previdência oficial e privada (PGBL), além de pensão alimentícia judicial. 


Dependentes ajudam a reduzir o imposto? Como funciona? 


Alcione Bononi: Sim, podem ajudar. Cada dependente gera uma dedução fixa na base de cálculo, além de permitir incluir despesas dele, como educação e saúde. No entanto, é importante avaliar, pois ao incluir o dependente também é necessário declarar a renda dele. 


Como funciona a restituição? Quem recebe primeiro? 


Alcione Bononi: A restituição ocorre quando o contribuinte pagou mais imposto do que deveria ao longo do ano. A Receita organiza lotes de pagamento, priorizando idosos, pessoas com deficiência, professores e quem opta pela declaração pré-preenchida e recebe via PIX. 


Quais são os erros mais comuns e como evitá-los? 


Alcione Bononi: Os erros mais comuns são omissão de rendimentos, divergência de informações, erros em despesas médicas e a falta de declaração de investimentos. A melhor forma de evitar é reunir toda a documentação, conferir os dados e, se possível, utilizar a declaração pré-preenchida. 


Como funciona a multa por atraso? 


Alcione Bononi: Quem perde o prazo está sujeito a multa mínima, que pode aumentar conforme o tempo de atraso, limitada a um percentual do imposto devido. Por isso, mesmo que a declaração esteja incompleta, o ideal é enviá-la dentro do prazo e depois retificar. 


Como o NAF da Uniube pode ajudar? 


Alcione Bononi: O Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal da Uniube presta um serviço essencial à comunidade. Orientamos os contribuintes, auxiliamos na elaboração da declaração e promovemos educação fiscal. É uma oportunidade tanto para a população quanto para os alunos aplicarem, na prática, o conhecimento contábil. 


Os contribuintes que ainda tiverem dúvidas sobre o preenchimento da declaração podem agendar atendimento no NAF pelo telefone (34) 3319-8979. As consultorias são realizadas de segunda a quinta-feira, das 18h às 19h20, na sala 2A013 (bloco A), no Campus Aeroporto da Uniube. Saiba mais aqui. 


Pâmela Rita