III Encontro Setembro Azul aborda as lutas históricas e celebra as conquistas da comunidade surda

01 de outubro de 19
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O anfiteatro D56 da Universidade de Uberaba (Uniube), no Campus Aeroporto, ficou lotado durante o III Encontro Setembro Azul, evento dedicado à visibilidade da Comunidade Surda Brasileira. Pelo segundo ano, o encontro foi transmitido em tempo real, via internet, para os polos de Educação a Distância da Uniube, sendo assistido por 1.122 alunos on-line e interpretado para a Língua Portuguesa com o auxílio de sete intérpretes.


O evento contou a presença do Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, professor André Luiz Teixeira Fernandes; do Pró-Reitor de Educação a Distância, professor Fernando César Marra e Silva; do Pró-Reitor de Ensino Superior, professor Marco Antônio Nogueira; da coordenadora Pedagógica dos cursos EAD, professora Sílvia Denise Bizinotto, e demais docentes.


O tema deste ano do Encontro Setembro Azul foi “Hastear as bandeiras de lutas históricas e celebrar as conquistas das comunidades surdas”. O professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Charley Pereira Soares, foi o convidado para ministrar a palestra “Políticas Linguísticas da Língua Brasileira de Sinais”. Ele é doutor em Linguística, ex-aluno da Gallaudet University, nos Estados Unidos (única universidade para surdos no mundo), líder do Grupo de Pesquisas e Estudos Linguísticos (GPEL-Libras), especialista em Libras e Educação Especial e graduado em Licenciatura em Letras/Libras.


“Charley traz para o Brasil, para a cidade de Uberaba, suas experiências para que a gente possa estender e também trazer políticas educacionais que atendam às necessidades da comunidade surda. Nós trouxemos também uma ex-aluna surda, Josinete Maria de Oliveira Ribeiro, que defendeu, recentemente, a dissertação de mestrado, na Uniube, em Uberlândia, e Aparecida Rocha Rossi, que também foi aluna da Uniube, mas em uma época em que a Língua de Sinais não era conhecida. E hoje nós já temos a Libras reconhecida no nosso país. Ela escreveu um livro falando sobre a Língua Brasileira de Sinais no Ensino Superior. Então, nós traçamos uma linha histórica entre passado e presente das conquistas”, explicou a professora Simone Rocha Pereira, organizadora do Setembro Azul da Uniube.


Segundo Simone, o evento tenta aproximar a Universidade da sociedade para ouvir os desejos, os anseios e as necessidades, além de contribuir para a formação dos alunos. “Quanto mais contato eles tiverem com a comunidade surda, maior desejo em aprender a Língua de Sinais, o que será a emancipação das pessoas surdas, não somente no âmbito educacional, mas jurídico e da saúde. Assim, os surdos terão uma melhor qualidade de vida, em todos os sentidos”, ressaltou.


O evento teve grande visibilidade e as inscrições foram encerradas em apenas 48 horas. “Nós o estendemos para mais duas escolas: Escola Estadual Corina de Oliveira e Escola para Surdos Dulce de Oliveira, ou seja, aproximadamente 80 pessoas nos assistiram, além dos polos EAD. Nós também abrimos para a comunidade externa, para representantes de vários segmentos e instituições governamentais e alunos de escolas públicas e privadas que têm o desejo em aprender a língua de sinais. Assim, nós podemos formar novos tradutores e intérpretes”, finalizou Simone.