I Encontro Acadêmico da Uniube Goiânia debate impactos da inteligência artificial na formação profissional
Evento realizado nos dias 28 e 29 de outubro promoveu discussões sobre inovação, ética e aplicações tecnológicas em diferentes áreas do conhecimento.
A inteligência artificial e as tecnologias emergentes têm transformado a produção de conhecimento, o desenvolvimento de pesquisas e as práticas profissionais em diferentes setores. Para ampliar esse debate no ambiente acadêmico, a Uniube Goiânia realizou, nos dias 28 e 29 de outubro, o I Encontro Acadêmico da instituição, com o tema "Inteligência artificial e tecnologias emergentes: impactos, ética e visão global".
A programação reuniu palestras e oficinas voltadas a diferentes áreas do conhecimento, proporcionando aos estudantes a oportunidade de aprofundar conhecimentos, conhecer novas ferramentas e refletir sobre os desafios e as possibilidades trazidos pelas transformações tecnológicas.
Para o diretor executivo da Uniube Goiânia, Guilherme Cavalcanti, a inteligência artificial e as tecnologias emergentes deixaram de ser o futuro para se tornarem parte do presente de todas as profissões.
"Propor essa temática no I Encontro Acadêmico da Uniube Goiânia foi fundamental para que nossos estudantes não apenas conhecessem e utilizassem essas novas ferramentas, mas também compreendessem seus impactos éticos, práticos e globais em diversas áreas, como a saúde, a pecuária, a gestão e o agronegócio", afirma.
Inteligência artificial e integridade acadêmica
Entre os destaques da programação, a palestra "IA na universidade: entre a inovação e a integridade acadêmica", ministrada por Lauriane de Lourenço, gerente do Núcleo de Estudos e Pesquisas (NUEM) da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), trouxe reflexões sobre o uso da inteligência artificial no ambiente universitário. A discussão abordou as possibilidades oferecidas pela tecnologia e a importância da ética, da autoria e da integridade na produção do conhecimento.
"É importante que academias e estudantes usem a inteligência artificial, porque é algo que já está posto socialmente. O uso vai ocorrer. É importante que nessas falas, nesses encontros, nessas rodas de conversa, passe para esses estudantes como usar, como preservar a integridade física dos documentos, como se preservar enquanto autor, como dar autoria a quem é devido. Então, a portaria do CNPq nº 2.664, de 2026, veio para trazer esse norte", ressalta Lauriane.
Para a palestrante, compreender as ferramentas e seus limites é essencial para garantir um uso responsável da inteligência artificial no meio acadêmico.
"O problema não é usar, é usar academicamente, de forma correta, para preservar a integridade da sua escrita e também as citações de autores e pesquisadores", conclui.
Tecnologia e tomada de decisão no agronegócio
A programação também contemplou aplicações tecnológicas no agronegócio, com a palestra "Do Talhão à Tela: como os softwares de gestão revolucionaram o agro", conduzida por Leonnardo Furquim, Doutor em Agronomia e Diretor técnico do Senar Goiás. A atividade destacou o papel das ferramentas digitais na gestão, no planejamento e na tomada de decisões no setor, aproximando os estudantes das transformações tecnológicas que impactam a atuação dos profissionais da área.
"Hoje existem sensores que te dão com precisão qual é a umidade do solo, quanto que vai chover daqui a pouco, para você medir e regular a lâmina de irrigação se for ter que irrigar. E isso vale para várias outras áreas também", comenta Furquim.
Segundo ele, o agronegócio dispõe atualmente de um grande volume de dados, e o desafio está em interpretá-los para orientar decisões estratégicas.
"O desafio é interpretar esses dados e fazer de dados uma tomada de decisão. Esse é o perfil que os futuros agrônomos, veterinários ou tecnicistas vão ter que ficar atentos", conclui.
Ao longo dos dois dias, o encontro incentivou os estudantes a refletir sobre como as novas tecnologias podem contribuir para suas futuras profissões, considerando também a importância do pensamento crítico, do uso responsável das ferramentas e das competências humanas.
A realização do I Encontro Acadêmico reforça o compromisso da Uniube Goiânia com uma formação conectada às transformações da sociedade e do mercado de trabalho, articulando conhecimento científico, inovação e prática profissional.
Por Cristine Cidade | Uniube Goiânia