Fisioterapia: busca pela profissão cresce desde a chegada da pandemia

27 de maio de 21
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No último ano, a procura por fisioterapeuta hospitalar e respiratório no Brasil subiu 725% e 716%, respectivamente, segundo dados de vagas de empregos divulgados por um site nacional de classificados e empregos. Na Universidade de Uberaba (Uniube), não foi diferente. A procura pelo curso de Fisioterapia e pela pós-graduação em Fisioterapia Respiratória, bem como a busca por profissionais da área no Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), também tiveram um aumento gradual desde o início da pandemia. 


Para o coordenador do Curso de Fisioterapia da Uniube, professor André Jerônimo, não há dúvida de que a chegada da pandemia da Covid-19 influenciou no crescimento da profissão, que é considerada jovem e em crescimento constante. "O fisioterapeuta se tornou um dos principais profissionais no combate à pandemia, com atendimentos desde a parte respiratória, com técnicas não invasivas que melhoram o conforto do paciente na respiração, até mesmo com ajustes de parâmetros na ventilação mecânica", explica o professor.


A Uniube também registrou o crescimento na busca pelo curso e em especializações da área, como a Fisioterapia Respiratória. Além disso, há uma grande perspectiva de crescimento para o próximo semestre, uma vez que a grade curricular do curso de graduação sofreu atualizações e se fortaleceu. "Fizemos atualização da grade curricular do curso, com ensino moderno, híbrido e com uma interação maior entre professor e alunos, com campo de estágio cada vez mais fortalecido, a fim de fazer com que os alunos vivenciem a prática completa", enfatiza André Jerônimo.


A pandemia também influenciou na atualização da grade curricular do curso. Segundo o coordenador, os alunos da Fisioterapia passaram a ter conteúdos completos e com exemplos atuais de pacientes positivos para Covid-19. "O paciente que teve Covid poderá apresentar várias sequelas, como: no aparelho locomotor, neurológicas, respiratórias, cognitivas, dentre outras. Com isso, todas as disciplinas do curso, bem como todos os professores, não só atualizaram os conteúdos, mas aperfeiçoaram o modo generalista em que atendemos nossos pacientes a partir do coronavírus", conclui.


No Hospital Mário Palmério, o quadro de funcionários também registrou aumento de fisioterapeutas, do ano passado para cá. Segundo a gestora de Recursos Humanos do MPHU, Maytha Miguel Monte, as contratações tiveram um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o número de atendimentos e encaminhamentos para a Clínica de Fisioterapia da Uniube para os tratamentos pós-covid também cresceram.


De acordo com a coordenadora dos Estágios da Fisioterapia da Uniube, professora Sandra Marquez, o manejo dos pacientes nos tratamentos pós-covid também resultará em novas demandas de profissionais. "De acordo com a demanda apresentada, será necessário aumentar o quadro de Fisioterapeutas para melhor atendimento à população. Existe inclusive um projeto de extensão para vincular nosso aluno à pratica de atendimento a esses pacientes", explica.


Entre as inúmeras áreas de atuação, o professor André Jerônimo explica ainda que, além de atuar diretamente na linha de frente da pandemia da covid-19, o fisioterapeuta também atua em outras áreas de destaque. "A fisioterapia respiratória está em alta agora, mas também podemos destacar a fisioterapia aplicada em ortopedia, neurologia, esportiva, cardiorrespiratória, pediatria, saúde coletiva, saúde da mulher, dermatofuncional, dentre outras", finaliza.