Extensionistas do Programa 'Amizade Compatível' publicam artigo em revista científica

18 de maio de 21
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Extensionistas do Programa "Amizade Compatível - uma doação para vida", da Universidade de Uberaba (Uniube), publicaram artigo científico na última edição da Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social (Refacs). O documento relata a experiência do Programa de Extensão e a relação da atividade com o aumento nas doações de sangue e cadastros para doação de medula óssea na cidade de Uberaba entre 2014 e 2019.


O artigo, intitulado "Conscientização para doação de sangue e medula óssea: experiência do programa extensionista Amizade Compatível", apresentou dados coletados a partir de cartas de agradecimento enviadas pela Fundação Hemominas. Durante o estudo, os extensionistas apontaram um crescimento de 30% nas doações de sangue e 100% nos cadastros para doação de medula óssea após as ações de conscientização realizadas pelo "Amizade Compatível".


De acordo com a coordenadora do Programa e Projetos de Extensão, professora Maria Theresa Cerávolo Laguna Abreu, o "Amizade Compatível" tem cumprido exatamente o propósito de quando foi lançado: conscientizar universitários e comunidade sobre os temas em questão. "Este artigo mostra que as doações realizadas dentro do Campus Aeroporto aumentaram após o início das atividades extensionistas quando comparadas com as doações realizadas antes da existência do Programa. A partir de 2019, os alunos extensionistas extrapolaram os muros da universidade, levando a conscientização para escolas municipais, para o Batalhão da Polícia Militar e para o Tiro de Guerra", explica.


Para a professora Maria Theresa, o fato da Uniube receber, em nome das ações realizadas pelo "Amizade Compatível", cartas de agradecimento da Fundação Hemominas referente as doações de sangue e os cadastros para doação de medula óssea  mostra, ainda mais, a importância em ter as ações extensionistas realizadas na formação de alunos e cidadãos comprometidos com a sociedade. "Receber o agradecimento direto de um centro como Hemominas nos mostra a importância do trabalho realizado por nós. Além disso, poder publicar o resultado positivo das  atividades extensionistas traz à comunidade o sucesso de ações que podem ser identificadas por outras universidades e, quem sabe, replicadas", avalia a coordenadora.


A ex-aluna de Medicina, Beatriz dos Santos Godoy, conta que o artigo foi totalmente baseado na experiência dos extensionistas em campo. "Realizamos palestras, levamos um Hemocentro móvel para o campus, fizemos campanhas com a comunidade e isso fez com que conseguíssemos atingir nosso objetivo e mantivéssemos a frequência das pessoas na doação de sangue. Nossa atuação contribuiu para que o assunto se propagasse além do nosso convívio", compartilha.