Esquizofrenia afeta mais de um milhão de brasileiros
Raíssa Nascimento
Esquizofrenia ainda afeta milhões de brasileiros e exige atenção à saúde mental Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 24 milhões de pessoas vivem com esquizofrenia no mundo. No Brasil, estimativas apontam que aproximadamente 1,6 milhão de pessoas convivem com a condição, que ainda é cercada por preconceitos e desinformação.
Quando o assunto é saúde mental, existem temas que precisam ser discutidos com mais informação e acolhimento. A esquizofrenia é um deles. Muitas vezes confundida com outros transtornos, como o transtorno bipolar, a condição exige avaliação médica especializada para um diagnóstico correto e um tratamento adequado.
Para falar sobre o tema, o psiquiatra Mateus Nóbrega, do Instituto Maria Modesto, explica que a esquizofrenia é uma condição de saúde mental que altera a forma como a pessoa percebe a realidade, pensa e sente. "Existe muito preconceito e muitos mitos quando falamos sobre esquizofrenia. Por isso, ampliar a informação é fundamental para promover mais respeito e acolhimento às pessoas que convivem com a doença", destaca o médico.
Entre os principais sintomas estão alterações na percepção da realidade, como ouvir vozes ou acreditar em situações irreais, além de isolamento social, dificuldade para expressar emoções e falta de energia para atividades do dia a dia.
O psiquiatra reforça que a esquizofrenia tem tratamento e que o acompanhamento adequado faz diferença na qualidade de vida dos pacientes. "O cuidado envolve medicação, psicoterapia e o apoio da família e dos amigos. Com tratamento e acompanhamento, a pessoa pode ter uma vida com autonomia, vínculos e qualidade", explica. Além do tratamento, combater o preconceito também é parte importante do cuidado.
Segundo Mateus Nóbrega, o estigma ainda faz com que muitas pessoas tenham medo de buscar ajuda ou acabem enfrentando isolamento social. "O preconceito machuca, afasta e dificulta o acesso ao tratamento. Precisamos falar sobre saúde mental com mais empatia e responsabilidade", completa.
A orientação é procurar ajuda profissional ao perceber mudanças importantes no comportamento, no pensamento ou nas emoções. Informação, acolhimento e acompanhamento especializado podem fazer toda a diferença no cuidado com a saúde mental.