Dia da Universidade: entenda qual é a diferença entre universidade, centro universitário e faculdade
Segundo dados do MEC e Inep, o Brasil possui mais de 2,5 mil Instituições de Ensino Superior (IES) e a distinção pode ser feita pela organização acadêmica, que envolve autonomia e ensino
Neste domingo (18) é celebrado o Dia da Universidade. A data é uma homenagem às Instituições de Ensino Superior (IES) desse porte, que oferecem ensino aliado à pesquisa e extensão para milhões de brasileiros.
Segundo dados do Censo da Educação Superior 2024 publicado pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado à pasta do Governo Federal, o Brasil possui 2.561 IES atualmente. Desse total, 206 são universidades, o que representa uma participação percentual de 8%.
Conforme explica a Pró-Reitora de Ensino Superior da Uniube, Heliodora Collaço, de acordo com a Lei nº 9.394/1996, uma universidade se distingue das demais IES por oferecer uma formação integral e crítica, baseada na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
"Essa articulação qualifica o processo formativo, estimula a produção científica, a inovação, o pensamento crítico e a responsabilidade social, assegurando maior autonomia acadêmica e compromisso com o desenvolvimento humano e social", diz.
A diferença das organizações acadêmicas
De acordo com a seção "Organizações Acadêmicas", que está disponível dentro da Política de Regulação e Supervisão da Educação Superior no site do MEC, as IES são credenciadas de acordo com a organização acadêmica.
Uma faculdade pode oferecer cinco cursos, no máximo, com exceção de licenciaturas. Além disso, IES desse porte não possuem autonomia para criar cursos ou aumentar e reduzir o número de vagas sem autorização prévia do MEC. Outra característica é a falta de obrigatoriedade em ofertar programas de extensão, de iniciação científica ou de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado).
Já um centro universitário tem autonomia para criar cursos, desde que informe o MEC em até 60 dias a partir da data de criação do curso. Também devem ter programa de extensão institucionalizado, programa de iniciação científica e Conceito Institucional (CI) maior ou igual a quatro na avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Por fim, assim como centros universitários, as universidades têm autonomia para criar cursos - devem informar o MEC em até 60 dias. Precisam ter programa de extensão institucionalizado, programa de iniciação científica e CI maior ou igual a quatro na avaliação do Inep.
A diferença é que uma universidade tem que ofertar, regularmente, quatro cursos de mestrado e duas opções de doutorado, sendo ambos reconhecidos pelo MEC. Além disso, conforme os critérios de avaliação do Inep, 60% dos cursos de graduação devem ter conceito satisfatório.
"A universidade, pela indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, favorece o desenvolvimento de habilidades como pensamento científico, investigação crítica, produção do conhecimento, autonomia intelectual, inovação, interdisciplinaridade e compromisso social, dificilmente alcançadas fora desse ambiente acadêmico", pontua Collaço.
A Pró-Reitora da Uniube destaca que uma universidade oferece ao aluno uma base de conhecimento que articula teoria e prática. Assim, a formação une aulas teóricas, projetos de pesquisa, iniciação científica, estágios, práticas extensionistas e atividades interdisciplinares.
"Esse modelo forma profissionais críticos, autônomos, éticos e inovadores, com sólida base conceitual e capacidade de aplicar o conhecimento à resolução de problemas complexos no mercado de trabalho. Favorece a adaptabilidade, a tomada de decisões qualificadas e a inovação, fatores que tendem a acelerar a progressão na carreira e a ocupação de posições de maior responsabilidade profissional."
78 anos de legado na educação
Com 78 anos de tradição, a Uniube promove o impacto formativo na sociedade, sendo uma universidade referência em ensino superior pela qualidade comprovada e infraestrutura.
A Pró-Reitora, Heliodora Collaço, afirma que o que diferencia a Uniube das demais universidades é a capacidade de aliar tradição com inovação. "São 78 anos de história e consolidação regional, com expansão e marcos recentes de modernização, qualidade aferida por indicadores externos, como desempenho com nota 4 no IGC (MEC) e cursos com notas 5 e 4 no ENADE, o que sinaliza um padrão acima da média nacional", ressalta.
Collaço reforça também o impacto da classificação da Uniube como melhor universidade privada do interior de Minas Gerais no Ranking Universitário Folha - RUF 2025, tendo excelente desempenho em diferentes dimensões que envolvem ensino, pesquisa, mercado, inovação e internacionalização.
"A Uniube combina formação acadêmica sólida com aprendizagem prática estruturada. Isso tende a formar um profissional com mais repertório técnico-científico, capacidade de resolver problemas complexos, visão ética e responsabilidade social e maior empregabilidade, por vivenciar a profissão em ambientes reais e supervisionados durante o curso", finaliza a Pró-Reitora.
Vander Souza