Dia da mulher: egressas e aluna da Uniube transformam ideias em negócios e fortalecem o empreendedorismo feminino | Acontece na Uniube

Dia da mulher: egressas e aluna da Uniube transformam ideias em negócios e fortalecem o empreendedorismo feminino

07 de março de 26
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Empreender é, para muitas mulheres, mais do que abrir uma empresa: é conquistar autonomia, transformar propósito em profissão e ocupar espaços de liderança. Segundo dados do DataSebrae, em 2025 o empreendedorismo atingiu níveis históricos com cerca de 48% das atividades empreendedoras lideradas por mulheres, o que totaliza mais de 10,4 milhões de donas de negócio.


Exemplos desse protagonismo no empreendedorismo são as egressas Lilianne Borges Fiuza e Maria Eduarda Ribeiro, além da aluna de Administração da Uniube, Carol Santos, que encontraram na formação acadêmica a base para impulsionar ideias e convertê-las em negócios estruturados.


Para Lilianne, foi a maternidade que serviu de impulso para abrir a própria boleria e conquistar mais tempo ao lado do filho. "No Workshop para Empreendedores, promovido pela Universidade, eu já havia levado cupcakes para demonstração, mas só em alguns anos depois comecei a produzir doces e bolos como renda extra. Quando meu filho nasceu, decidi focar nesse objetivo, pedi demissão do emprego anterior e abri meu próprio negócio", explica. 


Mesmo diante dos desafios e do preconceito enfrentado por atuar em um segmento muitas vezes subestimado, a empreendedora projeta o crescimento da empresa. "É preciso enfrentar o medo. As mulheres ainda sofrem descredibilidade ao empreenderem em atividades consideradas simples. Precisamos disseminar informação e valorizar essa profissão. Além disso, é fundamental aplicar técnicas de planejamento, estratégias de marketing, mensuração de custos, atendimento ao cliente e ferramentas de gestão e controle", destaca. 


Já a fotógrafa e proprietária de uma loja de roupas femininas, Maria Eduarda Ribeiro, afirma que foi durante a pandemia que decidiu transformar o hobby de fotografar em profissão. "O curso de Gestão contribuiu muito para esse pontapé inicial na minha carreira como fotógrafa. Paralelamente, minha família decidiu realizar o sonho da minha mãe de comandar uma loja de roupas e ampliar o portfólio de produtos ofertados. Sem dúvida, a vivência universitária ampliou minha visão estratégica e minha capacidade de organização para atuar em ambas as frentes de negócio", pontua. 


Com mais de duas décadas de atuação no mercado da beleza, a aluna de Administração da Uniube, Carol Santos, também encontrou no empreendedorismo uma forma de transformar a própria trajetória profissional. A oportunidade surgiu ao maquiar uma cliente enquanto trabalhava em uma loja. "Recebi R$ 7,50 por aquele atendimento e, apesar de parecer um valor simples, representou muito para mim. Naquele momento, enxerguei não apenas uma renda extra, mas a possibilidade de empreender em um segmento que valoriza identidade, confiança e momentos especiais", relembra.


 Em 2009, Carol deu mais um passo ao se especializar no atendimento a noivas. "Em 2012, inaugurei meu primeiro estúdio, um espaço pequeno, mas com grandes sonhos. Sempre tive perfil proativo, visão de crescimento e desejo de independência. Acredito que é necessário ampliar a educação empreendedora e incentivar a autoconfiança feminina desde cedo. Aconselho as mulheres a buscarem conhecimento e não esperarem o momento perfeito para começar. O importante é iniciar com o que se tem, mas com profissionalismo e visão estratégica". 


A diretora dos cursos de Gestão da Uniube, Alcione Bononi, ressalta que, embora as mulheres já sejam maioria em diversos cursos da área, essa representatividade ainda não se reflete nos cargos estratégicos das organizações. "Formamos muitas gestoras, mas ainda temos menos mulheres nos níveis decisórios mais altos. A formação em Gestão oferece base técnica em planejamento, finanças, marketing e liderança, reduz riscos e fortalece a tomada de decisão. Além disso, a representatividade no ambiente acadêmico inspira, legítima e amplia horizontes. A educação transforma intuição em estratégia e é uma ferramenta essencial para ampliar a presença feminina no empreendedorismo", finaliza. 


Pâmela Rita