Amizade Compatível e ARFA conscientizam sobre a importância da doação de sangue em live

08 de maio de 20
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Os alunos do programa de extensão Amizade Compatível da Uniube promoveram, na última segunda-feira (05), um bate-papo ao vivo, via Google meet, com representantes da Associação Regional dos Falcêmicos (ARFA) de Uberaba. A live teve como tema “Quem precisa de doação de sangue – doentes falciformes” e o objetivo foi conscientizar todos sobre a importância da continuação das doações de sangue, principalmente no período da pandemia do novo Coronavírus.


Participaram da ação os alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia da Computação, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia Química, Farmácia, Fisioterapia, Gestão de Agronegócio, Gestão de Recursos Humanos, Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia, Psicologia. “Normalmente recebemos alunos da área da saúde em nosso programa de extensão, apesar de ser aberto para todos os cursos. A participação de diversas graduações mostra a abrangência dos temas doação de sangue e medula óssea e a vontade de aprender sobre eles, que muitas vezes são mitificados”,pontua a coordenadora da extensão Uniube e do projeto, Maria Theresa Cerávolo Laguna.


Segundo a professora, as atividades do programa Amizade Compatível são contínuas. “Não estamos conseguindo realizar ações de conscientização nas escolas de Ensino Médio, mas as ações de formação e divulgação da necessidade de doação de sangue e cadastro para doação de medula óssea continuam. O número de doadores de sangue diminuiu também por causa da pandemia e, assim, a manutenção dos estoques de sangue no hemocentro, que já é difícil, agora está mais complicada”


A live superou as expectativas de participantes. As próximas ações já estão em andamento pelos alunos do programa. “Nós abrimos o espaço, que normalmente acontece quase toda semana no presencial, para alunos que não estão vinculados ao programa,  de maneira on-line. Isso foi muito produtivo, pois conseguimos atingir muitos discentes a partir deste momento de formação. Acreditamos que a conscientização é essencial para que as pessoas se sensibilizem quanto a doar sangue”, enaltece a professora Maria Theresa.


Para a presidente da ARFA, Maria Conceição Vilela, neste momento de pandemia, a participação em ações como esta é fundamental para que todos possam ter cada vez mais informações sobre a doença falciforme. “Apesar do distanciamento social, não deixa de ser uma atividade de grande importância este momento de conscientização, principalmente porque nós, pessoas com a doença, temos uma rotina de tratamento e muitos precisam do sangue para continuar bem e se manter bem”, destaca.


Durante o período de isolamento social, o hemocentro atende por agendamento e segue todas as orientações de atendimento para evitar qualquer tipo de transmissão pela Covid-19.“Nós sabemos que muitos que não tiverem este tratamento [transfusão de sangue] podem ter complicações grandes, então as doações são muito importantes. Ainda, eu acho que cada um que nos escuta é um diferencial, para mais cedo ou mais tarde, ao deparar com um paciente com anemia falciforme, saber lidar com a pessoa que convive com essa doença”, complementa.


Conceição agradece o programa e reforça que a doença falciforme precisa ser mais comentada e divulgada. “Ela é  hereditária e é mais comum no Brasil. É invisível e, principalmente pelo racismo institucional, surgiram poucas iniciativas científicas, poucos tratamentos e poucas medicações para ela. Quando acometidos por esta enfermidade,  não convivemos somente com a dor física, mas com a emocional”, conclui.