Alunos extensionistas do Programa "Amizade Compatível - uma doação para a vida" publicam artigo em revista científica

16 de março de 21
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A última edição da revista científica Brazilian Journal of Development, publicada em fevereiro, contou com a publicação de um artigo dos alunos extensionistas do Programa "Amizade Compatível - uma doação para a vida", da Universidade de Uberaba (Uniube). O texto refere-se a um estudo de conscientização feito pelo grupo de extensão com alunos do Ensino Médio da cidade de Uberaba, quanto aos temas doação de sangue e doação de medula óssea. 


Ao todo, 331 jovens do Ensino Médio da escola pública de Uberaba participaram da pesquisa dos extensionistas. Segundo a coordenadora do Programa e Projetos de Extensão, professora Maria Theresa Cerávolo Laguna Abreu, o Programa "Amizade Compatível - uma doação para a vida", é realizado desde 2015 como projeto de extensão da Uniube, cujo objetivo é conscientizar a comunidade, como um todo, da importância em se tornar um doador de sangue e de medula óssea.


"Momentos de conscientização trazem novos doadores, principalmente a partir do esclarecimento de dúvidas e sensibilização para diálogos sobre o que aprenderam com seus amigos e familiares. Nesse período de pandemia, houve uma diminuição no número de doadores, por isso, percebemos a importância em levar esse assunto além", explica a coordenadora do projeto.


O artigo "Intenção da doação de sangue e de medula óssea pelo aluno do ensino médio das escolas de Uberaba/MG" contou com a autoria dos alunos do curso de Medicina da Uniube: Giovani Zago Borges, Ana Carolina Pires Ferro, Natália Venancio de Senne, Fernanda Oliveira Giacometo, dos professores: Maria Theresa Cerávolo Laguna Abreu e Nelson Rannieri Tirone, e do aluno de Engenharia Mecânica da USP, Luís Felipe Moreira.


 O aluno de Medicina e um dos autores, Giovani Zago, explica que, para o artigo, o grupo de extensão pensou naqueles que podem vir a ser doadores de sangue e de medula óssea, já que a doação só é permitida a partir dos 16 anos. "Os jovens serão futuros formadores de opinião da sociedade, mas para isso é preciso que possamos formar essa opinião primeiro, desmistificar determinados tabus que envolvem, nesse caso, o tema da doação de sangue e medula óssea e abrir os olhos dessa população sobre a real necessidade de se falar sobre o tema e de agir, principalmente. Eles precisam ter o conhecimento que mesmo possuindo impedimentos, sejam eles temporários ou definitivos, para as doações, eles ainda podem se engajar na causa e auxiliar na captação de mais doadores", compartilha.


O artigo está disponível on-line, pela Brazilian Journal of Development.

*Fotos tiradas antes da pandemia.