Alunos do último período de Medicina realizam prova prática em atendimento

27 de agosto de 19
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Os alunos do 12º período do curso de Medicina da Uniube realizaram, na última semana, uma avaliação prática para testar as competências, atitudes e habilidades durante um atendimento médico. A atividade é mais conhecida como OSCE (Objective Structured Clinical Examination) e é um dos métodos mais confiáveis para a avaliação de competências clínicas de estudantes e residentes em atividade. Os alunos se alternam em estações, em que encontram pacientes (atores) para a simulação de atendimento. A prova foi aplicada no bloco A do Campus Aeroporto da Uniube com a participação de mais de 20 professores.


A prática funciona da seguinte maneira: a cada 20 minutos um grupo de 10 alunos, previamente sorteados, desloca-se para a porta da sala onde acontecerá o atendimento. Cada graduando tem o período de cinco minutos para leitura e execução da tarefa solicitada.  “Nós temos nessa atividade cinco estações, com as áreas de Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Clínica Cirúrgica, Clínica Médica e Medicina da Família. Fazemos de uma forma espelhada para que duas turmas façam a prova ao mesmo tempo, acontecendo em dez salas de aula, ao todo”, explica a médica especialista em Medicina da Família e coordenadora do internato do curso de Medicina, Fabiana Prado dos Santos Nogueira.


Cada sala é acompanhada por um avaliador que observa, sem manter nenhum contato com o avaliado, e pontua a realização da prática. O aluno é informado sobre o tempo de cinco minutos por apitos. O primeiro apito para a entrada na sala, o outro aos quatro minutos decorridos do atendimento e o último ao término de cinco minutos, avisando o final do tempo e determinando a saída de uma sala para outra.


São analisados: conhecimento médico, cuidado com o paciente, profissionalismo, conhecimento em ética e bioética, competências de comunicação clínica e interpessoal, prática baseada no aprendizado e em sistemas. “Hoje em dia um curso de Medicina tem que preparar o novo médico não apenas para o exercício da Medicina em si, mas para que ele consiga se desenvolver e ser aprovado nos concursos de residência e outras atividades que irá desenvolver. Então essa prova serve para ajudar na formação do aluno”, continua a professora.


O residente em Medicina da Família e Comunidade, Oliver Nicolas Santos Castilho, decidiu auxiliar na atividade como monitor. Para ele, a prova é muito importante para o fortalecimento acadêmico. “Nós consideramos para a prova casos que são muito comuns e tentamos trazer esse tipo de questão tanto ética quanto clínica para que os alunos, quando chegarem ao consultório, estejam preparados para lidar com esse tipo de situação”, conta.


A estudante de Medicina, Gabriela Ferreira Cunha, enaltece a relevância dessa prova como treinamento para o futuro médico. “Nós praticamos de forma mais objetiva, em uma abordagem mais prática dos casos, a conduta médica frente às diversas situações, principalmente as mais comuns. E eu acho isso muito bom, é uma ótima preparação que temos para residências e, de uma forma geral, como médicos mesmo”, pontua.


A avaliação prática acontece desde 2017 e conta com uma grande organização e estrutura para que a experiência do aluno seja a melhor possível. “Primeiro, nós precisamos simular um ambiente de atendimento médico, então necessitamos de sala, macas e equipamentos médicos. Nós utilizamos cerca de 15 salas e reorganizamos a carga horária de mais de 20 professores, para cada uma das estações.  Também, estamos com uma equipe de apoio atuante no momento da prova, entre residentes, colaboradores de logística e organização. Contamos, ainda, com o apoio da zeladoria, prefeitura do campus, nutrição do hospital, que preparou um lanche, já que todos estão reclusos aqui por horas.  Então tudo é organizado para que as atividades não parem”, conclui a professora Fabiana.