Alunos do curso de Engenharia Ambiental realizam aula prática sobre reciclagem de material eletrônico

23 de outubro de 19
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Alunos do curso de Engenharia Ambiental da Uniube Uberlândia realizaram, durante uma aula prática, um procedimento de fragmentação de placas eletrônicas de impressoras e computadores. Os objetivos foram simular a separação e o estudo gravimétrico dos resíduos, desenvolver a noção de tipos de materiais obtidos segundo a legislação e identificar prováveis negócios com a destinação correta para tratamento dos materiais.


De acordo com o professor que ministra a disciplina de Controle da Poluição Ambiental, Euclides Antônio Lima, a experiência é importante para que os estudantes vejam o quão importante é o processo de reciclagem de forma correta. “A prática foi para resgatar essa questão dos resíduos eletrônicos. Afinal, estamos vivendo uma era em que todo mundo tem equipamentos eletrônicos em casa, substituídos após um curto período de uso, que, muitas vezes, as pessoas jogam no lixo”.


Ainda segundo o professor, além das questões que abrangem a disciplina, existe um cuidado legislativo no tratamento do descarte de materiais que é importante ser passado para os alunos. “Quanto à legislação, recentemente foi implantada uma licença exclusiva para componentes eletrônicos, até porque há muitos materiais que podem ser reutilizados e não eram. E existem equipamentos com resíduos perigosos, os chamados resíduos classe 1. A ideia foi transmitir para os alunos quais são os tipos de componentes presentes em um aparelho eletrônico. No caso, usamos fontes de computadores inutilizados da universidade e as desmontamos”, explica Euclides.


Para o aluno Caio Martins da Costa, todo o trabalho da aula prática resulta em experiências para o futuro. “A prática foi muito importante, pois, como futuros engenheiros ambientais, uma das nossas funções é cuidar do descarte correto do resíduo sólido eletrônico, para que não haja contaminação do meio ambiente. Parece simples, mas pegar uma fonte de computador, fazer pesagem, desmontar e separar os materiais está sendo muito importante para nos dar noção de como descartar materiais eletrônicos de forma adequada”, afirma Costa.


O crescimento do lixo eletrônico no mundo


Um estudo realizado em 2017 pela Universidade das Nações Unidas, em parceria com a União Internacional de Telecomunicação, mostra que o mundo gerou cerca de 44,7 toneladas de lixo eletrônico, um número 8% maior em relação ao mesmo estudo realizado em 2014. A expectativa é que essa quantidade aumente ainda mais com o passar do tempo, já que constantemente surgem aparelhos eletrônicos com funções novas e designs mais atraentes, estimulando novas aquisições por parte do consumidor, sem que o produto antigo esteja defasado.


Dentro de cada um desses aparelhos descartados, há placas feitas com materiais plásticos e metais, alguns deles metais pesados, que podem causar sérios danos ao meio ambiente. A reciclagem desses materiais é muito necessária devido aos componentes químicos de sua composição. Existem muitos métodos para a reciclagem de computadores e, consequentemente, das placas, que compõem grande parte do aparelho, e todos começam com o quarteamento ensinado aos alunos de engenharia nas universidades.


Engenharia Ambiental na Uniube


Uma pesquisa da revista norte-americana, publicada pela Veja no Brasil, apontou que a Engenharia Ambiental está entre as 15 graduações mais promissoras até 2020. O levantamento feito pela empresa PayScale e leva em consideração oportunidades de trabalho e salário. Com as grandes mudanças climáticas atuais, o bacharel dessa área tem se tornado cada vez mais fundamental, comprovando os dados publicados.


Na Uniube Uberlândia, o curso de Engenharia Ambiental está voltado para o desenvolvimento sustentável, integrando as dimensões social, ecológica, tecnológica e econômica do meio ambiente, e o principal objetivo é desenvolver técnicas de preservação do ar, da água e do solo. Além disso, estuda os problemas do meio ambiente para projetar, operar e construir sistemas de esgoto e água, sempre respeitando os limites de exploração ambiental.