Alunos do curso Arquitetura apresentam projeto inovador para nova sede da Polícia Civil em Uberaba
Raíssa Nascimento
Alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Uniube apresentaram, na tarde desta segunda-feira(30) um projeto inovador para a construção de um novo prédio da Polícia Civil em Uberaba, que inclui um andar exclusivo para a Delegacia da Mulher. A iniciativa, coordenada pelo professor Rafael Menezes, propõe uma abordagem baseada na Neuroarquitetura, com o objetivo de transformar a experiência de quem utiliza o espaço, tornando-o mais acolhedor e humanizado.
Desenvolvido por alunos da instituição, o projeto foi pensado para atender tanto os profissionais que atuam no local quanto as pessoas em situação de vulnerabilidade que buscam atendimento, especialmente mulheres vítimas de violência. A proposta busca romper com a percepção tradicional de ambientes policiais como espaços frios e carregados, trazendo elementos que favorecem o bem-estar, a segurança e o acolhimento.
De acordo com o professor Rafael Menezes, a ideia central foi justamente ressignificar o ambiente. "Esse projeto vem para tirar o estigma de energia pesada que muitas pessoas associam às delegacias. Pensamos em um espaço que acolha, que traga conforto emocional e que contribua para um atendimento mais humanizado", destacou.
O delegado-chefe da Polícia Civil, Felipe Colombari, acompanhou a apresentação e se emocionou com o resultado. "Fiquei emocionado com a forma como os alunos e o curso trataram um tema tão importante, tanto para a nossa equipe quanto para toda a população. Esse é um sonho antigo, e vamos trabalhar para que ele possa, de fato, sair do papel e se tornar realidade", afirmou.
Para os estudantes, a experiência também foi marcante. A aluna Milenna Tainná ressaltou o aprendizado durante o processo. "Foi desafiador pensar um projeto dessa magnitude, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor. Tivemos uma troca de conhecimento muito grande com os professores e com os colegas, o que fez toda a diferença no resultado final", disse.
A proposta reforça o papel da Uniube na formação prática dos alunos e na contribuição direta com demandas sociais relevantes, apontando caminhos para uma arquitetura mais sensível, inclusiva e alinhada às necessidades da comunidade.