Alunos de Psicologia da Uniube Ituiutaba participam de aula prática sobre intervenções psicomotoras em crianças
Os alunos do 7º período do curso de Psicologia da Uniube Ituiutaba participaram de uma aula prática ministrada pela professora Thaís Morais, que abordou o rastreio, a avaliação e o planejamento de intervenções psicomotoras voltadas ao público infantil, com foco no contexto escolar.
A atividade teve como base os principais elementos da psicomotricidade que contemplam aspectos como a percepção da criança sobre o próprio corpo, o controle postural, a lateralidade, a orientação espacial e a coordenação motora ampla e fina.
Segundo a professora Thaís Morais, a iniciativa é fundamental para aproximar os estudantes da prática profissional e prepará-los para os desafios da atuação clínica e educacional.
"Essa experiência permite que o estudante saia do campo abstrato e vivencie, na prática, o manejo infantil. Corpo e mente não funcionam de forma dissociada. As intervenções psicomotoras favorecem o desenvolvimento de funções executivas, como planejamento, atenção e memória, por meio de movimentos estruturados. Além disso, a atividade contribui para o desenvolvimento do olhar clínico e institucional dos futuros psicólogos, ao prepará-los para compreender o corpo como uma das principais formas de expressão e manifestação do sofrimento infantil", destaca.
Para o acadêmico Jeferson Miguel da Silva Soares, a atividade também demonstrou novas possibilidades de utilização da música como recurso nas intervenções psicomotoras.
"Antes de desenvolver a atividade, realizamos um amplo estudo de literatura sobre o tema. Nossa intenção não era apenas promover uma brincadeira, mas construir uma intervenção com objetivos psicomotores bem definidos. Pesquisamos referências, analisamos vídeos de profissionais da musicoterapia e planejamos cada movimento da dinâmica. Com base nesse estudo e com o apoio de uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA), criamos uma música inspirada em uma atividade desenvolvida por uma escola da Turquia, em que adaptamos ritmo, cadência e sonoridade às necessidades da intervenção", afirma.
Pâmela Rita