Alunos de Jornalismo fazem documentário sobre Antônio Carlos Marques

18 de junho de 20
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Os alunos do 7º período do curso de Jornalismo da Uniube, Diandra Tomaz, Pâmela Rita, Pedro Henrique e Vitória Oliveira, lançaram, na última segunda-feira, o documentário ‘Ouro Negro’. O vídeo narra a vida do professor e presidente da Fundação Cultural de Uberaba, entre os anos de 2016 e 2019, Antônio Carlos Marques. O documentário está disponível pelo LINK. 


O material foi produzido em 2019 e, além dos alunos, tem como parte da equipe a orientadora, coordenadora dos cursos de Comunicação da Uniube, Celi Camargo, o cinegrafista Lázaro Novais e o editor Fernando Queiroz. “Antônio Carlos Marques foi uma figura marcante na vida de muitas pessoas e na cultura uberabense. Um ícone da raça negra que lutou e conseguiu manter viva as manifestações culturais afrodescendentes.  A ideia de produzir um documentário biográfico sobre ele surgiu na disciplina de Produção de vídeo, da qual sou responsável. Neste componente incentivo os alunos a encontrarem na cidade lugares, fatos e personalidades que possam ser documentados. Desta forma contribuímos com a preservação da memória de Uberaba”, conta a coordenadora Celi.


A primeira etapa do projeto foi a seleção do tema. Posteriormente, os alunos pesquisaram sobre a vida de Antônio Carlos e possíveis personagens que fizeram parte da vida dele para compor o material. “Ouro Negro me traz um orgulho imenso. Para mim, o documentário é muito representativo, justamente por apresentar ao mundo a narrativa de um homem negro que se entregou completamente à cultura em Uberaba. Eu não conhecia Antônio Carlos, até então, por isso, a cada pesquisa para o vídeo, a cada entrevista com pessoas que presenciaram todos os feitos dele de perto, eu sentia que estava no caminho certo, abordando essa história”, enaltece Diandra.


O documentário tem narração de Eustáquio Rocha e traz depoimentos de pessoas que fizeram parte da vida de Antônio Carlos; entre elas: Cairo Damasceno (rapper Toi), professor Décio Bragança, Elisabete Cardoso, historiadora Maria Aparecida Manzan, cantor e compositor Nei Lopes, a esposa Élita Ribela e a filha Thaynara Ribela. “Pude saber mais sobre o legado que ele deixou para nós, uberabenses. Pelos relatos dos convidados, deu para perceber que, além de uma profissional exemplar, ele também foi uma pessoa admirável. Foi uma grande perda”, conta a estudante Pâmela.


Para colocar todas as informações sobre o projeto, como tema, personagens e equipe de produção, os alunos criaram o SITE. “Participar do desenvolvimento do documentário foi um processo cativante e engrandecedor, pelo qual sempre serei grato e orgulhoso. Fomos além da figura pública, do servidor municipal. Conhecemos a história de um homem de coração nobre, cujo grande propósito era bradar as vozes de suas raízes e edificar a comunidade com arte, identidade e educação.  Ouro Negro não é apenas sobre a vida de Antônio Carlos Marques, mas sobre todas as que ele impactou”, destaca Pedro.


Para a coordenadora e orientadora, o papel do Jornalista é justamente contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade e para a preservação da memória cultural de um povo. “Dessa forma, o curso de jornalismo contribui com o acervo histórico registrando personalidades que jamais poderão ser esquecidas; fatos que merecem ser imortalizados; e lugares que compõem o ambiente histórico da cidade. O curso já produziu documentários sobre o Calçadão da rua Arthur Machado; o Mercado Municipal; Conservatório Renato Frateschi; as Sete Colinas; Peirópolis; Cemitério São João Batista. Na linha dos biográficos, além de Antônio Carlos Marques, o curso produziu sobre o fundador da Uniube, professor Mário Palmério; sobre a pioneira do rádio Lídia Varanda; o pioneiro dos programas infantis, Tio Mário; Família Mapuaba, dentre outros tantos”, continua.


O projeto deixa também a marca de uma grande oportunidade de aprendizado para os alunos. “Uma das melhores experiências em todos anos da graduação. Conhecer, de perto, e fazer parte da história de um mestre da cultura uberabense não tem preço! Só tenho a agradecer a oportunidade e todo aprendizado que o documentário de Antônio Carlos Marques trouxe à minha vida pessoal e profissional”, finaliza Vitória.