Alunas da Medicina Veterinária da Uniube criam projeto para falar de fisioterapia e reprodução equina nas redes sociais

05 de julho de 21
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Foi por conta do amor e cuidado pelos animais de grande porte, principalmente os equinos, que duas alunas do 9º período de Medicina Veterinária da Universidade de Uberaba (Uniube), Amanda Prata Fialho e Mikaela dos Santos Pimenta, criaram o Projeto Unihorse: uma página no Instagram que tem o objetivo de compartilhar com os internautas a rotina e os cuidados que os profissionais devem ter no dia a dia de trabalho com os animais.


Na página do Instagram, com quase 3 mil seguidores, as estudantes discutem temas sobre reprodução e fisioterapia equina com profissionais da área de todo o país. Além disso, por atrair outros estudantes da Medicina Veterinária como público-alvo, principalmente durante a pandemia e com a chegada do ensino remoto, Amanda e Mikaela também optaram por mostrar, nas redes sociais, o dia a dia do estudante em laboratórios e durante a atuação em campo no período de internato.


"A Unihorse hoje atua como fonte de conteúdo para alunos e veterinários que gostam da área e do mercado equino. Percebemos que muitas pessoas que ainda não estão na graduação ou que estão começando levam o Instagram como um norte e enxergam nele a possibilidade de atuação. Para nós, é gratificante receber essa repercussão, pois nós não tivemos isso quando começamos", compartilha Amanda.


Segundo as universitárias, no início, o projeto tinha o objetivo de incentivá-las a estudar, já que teriam que estar em dia com os assuntos para produzir conteúdo aos outros colegas de profissão. No entanto, os conteúdos que eram compartilhados foram, aos poucos, repercutindo e o projeto foi ganhando forças.


"O objetivo principal sempre foi mostrar como atua a área que gostamos e o que faz um veterinário de reprodução equina e fisioterapia, para que, depois de formadas, pudéssemos mostrar nosso trabalho. Apesar de amarmos essas duas áreas, percebemos que estudantes que nos seguiam tinham dúvidas durante a graduação, então unimos isso ao nosso objetivo e tentamos suprir o que eles pedem", conta Amanda.


Repercussão e desafios


Em um ano, a página da Unihorse já realizou 28 lives e palestras virtuais e promoveu 2 cursos realizados em parceria com médicos-veterinários do país e outros do exterior. Para as universitárias, a internet tem o poder de aproximar e facilitar o contato com profissionais de qualquer lugar.


Mikaela conta que o que mais as motivou a seguir com o projeto durante a pandemia foi o carinho e incentivo que elas receberam dos amigos próximos e familiares. Além disso, o reconhecimento da página foi surgindo e as meninas da Unihorse também começaram a ser referência para outras páginas.


"A live mais impactante, para nós, foi a que participamos como convidadas para falar sobre manejo focado em cavalos de vaquejada, uma modalidade equestre bastante popular e muito praticada no Nordeste. A Unihorse nos abriu muitos caminhos e nos mostrou várias alternativas e interações entre as áreas de medicina equina. Com o projeto, adquirimos muito conhecimento profissional, pessoal e prático", compartilha a estudante.


Objetivos futuros


Amanda e Mikaela estão na fase final da graduação na Uniube, mas o objetivo das universitárias é não romper os aprendizados e seguir com o projeto mesmo depois de formadas. "Nosso objetivo é continuar com o projeto e, após nossa formação, dar continuidade com o perfil de forma profissional, como nosso trabalho, além de continuar com cursos na área da medicina equina, sempre com o objetivo de contribuir para  a formação de outros profissionais que nos acompanham", explica Mikaela.


A parceira de projeto conta que, para ela, o objetivo não é diferente e que o projeto entre as amigas de faculdade está só começado. "Quero incentivar pessoas a não desistirem dos sonhos e dos cavalos. Quero mostrar isso com meu trabalho, compartilhar o que eu passei e as maravilhas que a fisioterapia pode fazer em um cavalo. A fisioterapia equina é uma área que tem crescido agora, mas que ainda não tem muita aceitabilidade. Por isso o projeto está só começando, vamos mostrar o poder e a capacidade da fisioterapia e a capacidade que ela tem de ajudar os cavalos", finaliza Amanda.